Resumo
Mumificação não era de uma noite: o processo tradicional levava cerca de 70 dias. Esse tempo combinava química de secagem e um ritual em etapas.
No Egito Antigo, a morte não era vista como fim, mas como passagem organizada. Para garantir essa passagem, o corpo precisava ser preservado, e a mumificação virou a expressão mais cuidadosa dessa crença.
O principal motivo da demora era retirar a umidade de forma confiável. Secar com natrão, uma substância parecida com sal, leva tempo; caso contrário, a decomposição começa rápido.
Setenta dias não eram só técnicos: os rituais seguiam o mesmo calendário. Orações, faixas, máscaras e preparos do enterro se encaixavam como um programa.
É um exemplo claro de como ciência e fé podem se misturar na história. Uma necessidade química virou um cronograma cultural e se tornou padrão por séculos.